Teste suas (in)certezas

Em projetos de inovação, seja do tipo produto, processo, serviços ou modelo de negócio, o que você mais encontra são hipóteses (e não CERTEZAS!!!), sobre problemas, contextos, possíveis soluções, possíveis parceiros-chave,etc.

Cada hipótese pode ser classificada segundo este quadro abaixo de maneira simples e rápida, pois te auxiliará determinar qual hipótese deve ser testada antes.

Incertezas

Depois de classificá-las crie experimentos inteligentes para validá-las, para verificar uma relação de causa e efeito e criar o impacto positivo que você imagina e acredita. Para auxiliar neste processo utilize o ciclo de experimentos da figura abaixo.

experimentos

 

Esta semana, nos dias 6, 7 e 8 , entramos no terceiro ano de realização do curso sobre Inovação em Modelo de Negócio na ESPM em São Paulo, para maiores informações e inscrições acesse aqui.

 

E a lucratividade, como está ?

A lucratividade da sua empresa tem estado assim ?

(utilize o mouse sobre o gráfico para perceber que têm variado mais do que se pensa)

 

Quer pensar em novas formas de mantê-la crescente ? Clique aqui

 

As perguntas certas

Quando estamos traçando planos não podemos esquecer que são as perguntas corretas que farão sua iniciativa, seja ela startup ou em uma empresa existente, ter maior chance de sucesso. Para isto não basta focar somente na ferramenta Canvas, mas sim no processo de estratégia, onde vários passos são necessários, conforme ilustrado na figura abaixo (adaptado do artigo Cascade of Choices de Roger Martin, autor do livro The Design Of Business).

5perguntas

Este processo é cíclico, pois como o próprio Roger Martin nos alerta, em inovação navegamos em fases de mistério, heurística, algorítmo e código (descritos no Funil do Conhecimento). E o mind set do Design Thinking  ou Lean Startup nos ensina a avançar nestas fases, com constantes prototipações, validando as hipóteses.

Se você quer saber usar este framework de estratégia, em conjunto com as ferramentas do Canvas, Canvas da Proposta de Valor, Canvas do Oceano Azul (ainda nem lançado pelo Osterwalder) e Validação de Hipóteses, aproveite a séria de cursos e workshops a partir de Fevereiro, iniciando na faculdade ESPM em São Paulo, nos dias 6, 7 e 8 de , com inscrições aqui ou verifique outras datas em outras cidades do Brasil na seção Cursos e Workshops. Esperamos vocês lá!

 

 

Dicas para 2014

espm

Nossa conversa com Alex Osterwalder

Esta semana tivemos a oportunidade de reencontrar com Alex Osterwalder, o autor do Business Model Generation durante a sua permanência no Forum HSM de Inovação. Foram 2 horas de bate papo, descontraído e informal onde foi possível apresentar o trabalho que estamos realizando em nossas consultorias e nas nossas aulas em diferentes partes do Brasil.

 

 

 

 

 

 

Um aspecto que nos chamou a atenção foi a preocupação de Alex em manter-se atualizado e sempre procurando novos desafios. Ele está bem focado em concluir seu novo livro onde apresentará a importância da proposta de valor como um diferencial de cada negócio. Além disso, a importância de se entender a anatomia da organização. Fez um comparativo com uma sala de cirurgia onde um cirurgião não pode operar apenas com um canivete suíço mas necessita de diferentes ferramentas. Assim é o canvas do modelo de negócio. Oferece uma visão global do processo e não apenas uma parte da organização. Como um clinico geral, é preciso olhar o todo e compreender as relações entre os 9 blocos. Entender o processo como uma anatomia empresarial. E ver como funciona as interações entre as mesmas.

Enfatizou também que o Canvas do Modelo de Negócio é um rascunho, um “blue print” do negócio. Serve como uma base para iniciar a prototipagem e testes de validação em contato com o cliente e que a inovação tecnológica sem um modelo de negócio que seja viável, não vale para nada.

Porque usamos ferramentas do século passado para avaliar negócios atuais? Isso é o mesmo que chegar a uma reunião de negócios e tirar um Morotola tijolão e colocar sobre a mesa. Novos tempos exigem novas formas de pensar e de agir.

O evento também nos proporcionou encontrar vários colegas e ex-alunos ávidos pela reciclagem e aprendizado. Fiquei feliz em rever tantas pessoas que ajudamos a introduzir esse conceito e que veem as suas vidas e atividades profissionais modificadas.

Sobre as novidades e o conceito de modelos de negócios realizaremos mais uma turma na ESPM em São Paulo nos dias 12 a 14 de setembro de 2013. Informações podem ser obtidas neste link. Participe.

Tentativa e erro como forma de inovar

As histórias existem porque alguém contou alguma coisa depois que aconteceu. O sentido é dado por quem faz a narrativa. Vivemos o dia a dia e não temos como prever esse movimento aparentemente errático, mas que costuma funcionar.  Tim Brown, da IDEO relata uma experiência onde o design thinking contribuiu para o aterro sanitário das cidades com as embalagens dos produtos de uma pequena empresa situada em Boulder, no Colorado que fabrica produtos para o corpo com o apelo ambiental. Empresa pequena, orçamento restrito, quem não se deparou com essa situação?

A partir das técnicas do design thinking e por analogias como por exemplo que a casca da banana também pode ser um nutriente para a próxima geração de árvores, o grupo que trabalhou com o projeto chegou a solução de transformar as caixas dos sabonetes e dos demais produtos em caixas biodegradáveis porém com sementes de flores selvagens que são incorporadas ao serem lançadas nos aterros sanitários embebem-se de água e em poucos dias começam a florir. Pensando bem, talvez nem as joguem em um aterro sanitário, mas no próprio jardim. Imaginem a plaquinha indicando – flores de caixas de sabonetes ou flores da caixa do meu shampoo.

Pensar como um designer pensaria é uma rápida tradução do termo ―design thinking. Significa olhar para alguma coisa que não esteja na cena, deslocando o olhar do cenário convencional para vislumbrar cenários futuros. Um processo exploratório que pode conduzir a descobertas inesperadas e inovadoras ao longo da sua trajetória, além de identificar novas oportunidades em seus negócios através da compreensão dos desejos das pessoas, gerando valor.

Este exemplo simples é apenas uma amostra do que este método permite descobrir partindo de um ambiente problema e chegando pela experimentação e prototipagem a soluções antes não imaginadas.

As experiências que temos vividos ao longo de 2 anos aplicando design thinking na geração de ideias e de modelos de negócios inovadores tem comprovando que o método funciona. A partir de uma palavra apenas e utilizando-se do duplo diamante proposto pelo Conselho Britânico de Design é feita a pergunta: qual a proposição de valor que podemos entregar ao cliente? Ao término das dinâmicas, iterações e prototipagem os grupos apresentam as propostas de modelos de negócio, com possibilidades reais de serem implantadas. Experiência inenarrável e que só vivendo para saber. Nesses cursos que promovemos temos utilizado a lógica do design como forma prática de buscar a inovação, apoiado no conceito de “aprender fazendo”, com o objetivo final de habilitar aos participantes a replicar a experiência em suas situações específicas.  Associado ao duplo diamante e ao processo do design thinking, nos valemos do processo darwiano de inovação e também utilizamos a Variação Cega e a Retenção Seletiva como forma de gerar muitas ideias e permitir que as mais robustas sobrevivam e se transformem em modelos de negócios viáveis.

Confira o que  Tim Harford em uma de suas palestras no TED aborda sobre o tema: Tentativa, erro e o complexo de Deus. E também comenta as questões da complexidade onde não é possível se ter o controle de qualquer situação. E a grande necessidade de tentar e saber errar para identificar o correto. Uma lição de humildade que ensina que necessitamos variar muito, errar mais ainda para saber o que pode estar correto e nos trazer uma solução para qualquer problema. Algo que tentamos aplicar nos cursos que ministramos em todo o Brasil (veja alguns depoimentos de quem participou) e Clique aqui para assistir ao video citado.

Ficou interessado em desenvolver essa forma de pensar e quer saber como funciona? Participe da próxima turma prevista para os dias 16 a 18 de maio, em São Paulo em parceria com a ESPM. Informações? Acesse aqui.

 

A importância de um ambiente favorável à inovação

Desde que iniciamos a transição entre uma economia industrial para a economia pós-industrial temos nos deparado com a mudança da forma de trabalho. Na sociedade industrial os trabalhadores se encaixavam nas funções descritas pela área de recursos humanos, de forma clara e padronizada. Na era do conhecimento em que estamos vivendo, das pessoas é exigido não só desempenhar um papel, mas gerar resultados criativos, inovadores e surpreendentes. Nesta era não se vende mais produtos, mas se desenvolve o mercado e os clientes, que esperam cada vez mais serviços novos e melhores.

Para que possa ocorrer uma efetiva gestão do conhecimento, as organizações necessitam construir um ambiente participativo, coordenado e que propicie o compartilhar do conhecimento. Precisam ainda favorecer o aprendizado organizacional, agregar valor aos seus produtos e serviços além de contribuir para a criação do conhecimento organizacional.

Por sua vez, a criação do conhecimento organizacional não pode depender apenas de tecnologia e conhecimentos técnicos. Para que o conhecimento se desenvolva é necessário que a empresa funcione como uma comunidade social com espaço para o surgimento das habilidades específicas de orientação, comunicação e difusão. Essas habilidades são construídas ao longo do tempo e dão à organização o seu caráter específico e indicam o caminho do desenvolvimento.

 A gestão do conhecimento se vale da utilização de determinados métodos e técnicas muitas vezes desconhecidas como tal por aqueles que as adotam. As evidências demonstram que essas práticas estão sendo usadas cada vez com mais frequência  A adoção e implantação de práticas (métodos e técnicas) de gestão do conhecimento podem ser vista como uma fase crítica do movimento empresarial no que tange a integração das empresas à era do conhecimento.

Mas para gerar resultados criativos e inovadores, a forma de organização do trabalho também tem se alterado nas últimas décadas. Ambientes descontraídos, motivadores, amplos e sem controle de tempo são alguns exemplos. Diferente dos ambientes tradicionais com mesas perfiladas, ambientes criativos são caóticos, com uma certa bagunça, muita conversa, muito desenho pelas paredes e muitas ideias em post its espalhados por todos os cantos.

Outro diferencial desse habitat de inovação é que as empresas se agrupam em parcerias, pessoas e ideias se conectam constantemente, em forma de uma grande colmeia, pulam de ambiente para ambiente promovendo uma polenização humana e proporcionando um ambiente propício à inovação, passando de pessoa a pessoa, sem controle ou rigidez.

Universidades e centros de pesquisas estão intimamente ligados aos centros empresariais, provendo especialistas, empreendedores e sonhares e disponibilizando-os às empresas para realizarem pesquisa aplicada, direcionada para a solução de problemas que podem até nem serem conhecidos ao serem inventados.

O conhecimento e as maneiras como este é administrado não faz parte do pensamento comum das pessoas, entretanto inconscientemente é realizado no dia a dia. Cada indivíduo possui experiências, se relaciona com outras pessoas e dispõe de informações estratégicas. A gestão do conhecimento consiste em organizar essas informações, aplicar o conhecimento coletivo e saber quando e como utilizá-lo na forma de resolução de problemas a fim de atingir os objetivos da organização.

Proporcionar este ambiente especial para a criação do conhecimento e promover a inovação é um dos objetivos do Curso Inovação em Modelos de Negócios que realizaremos nos dias 16 a 18 de maio de 2013, em São Paulo em parceria com a ESPM. Momentos de descontração e intercâmbio de experiências estão na pauta do programa que também abordará a evolução do conceito de modelo de negócio, suas representações, características e o seu processo de desenvolvimento. Identificará o processo de desenvolvimento de um modelo de negócios, suas aplicações e possibilidades. Será também abordado o design thinking como forma de gerar novas ideias e consequentemente novos bens & serviços ou negócios e destacará a importância do serviço a ser realizado para o cliente em sintonia com a proposta de valor, gerando modelos de negócios inovadores.

Desta forma, ao final do curso os participantes estarão aptos a desenhar e elaborar modelos de negócios visando à inovação em seus negócios atuais ou na implantação de novos modelos de negócios. Para mais informações acesse nossa página cursos e workshops ou diretamente na página da ESPM.

Ferramentas Visuais para Estrategistas

Inspirado no poder do uso de recursos visuais (do próprio livro Business Model Generation), cocriamos (nós e alunos do curso BMGen da ESPM/SP) este e-book “Ferramentas Visuais para Estrategistas”, gratuito, que você pode baixar agora através do link: http://www.mariaaugusta.com.br/estrategistavisual/