cultura de inovação

Cultura de inovação: você está preparado para isso?

Pare e pense: você está pronto para a cultura de inovação?

Muito se tem falado sobre os louros e as agruras de empresas inovadoras. Não é à toa que
muitas instituições fogem da inovação: o caminho tem seus pedregulhos. É preciso não só uma
mente aberta, mas uma estrutura que incorpore a flexibilidade e a dinâmica dos modelos de
negócios disruptivos. Neste texto, quero propor uma reflexão sobre profundas mudanças que empresas precisam passar para assumir uma cultura de inovação.

A inovação pode ser concreta e estar presente em um aplicativo ou na disposição de bancadas
e salas de reuniões. Pode também ser abstrata, fazendo parte do ambiente como um aroma
convidativo. De qualquer jeito, a cultura de inovação é visível, desde o projeto arquitetônico
até a maneira como as pessoas se relacionam. No entanto, para isso acontecer é necessário
certo desprendimento. Como já comentei em alguns textos, inovação não combina com chefias
isoladas, decisões arbitrárias ou comunicação de via única.

Você está pronto para dar o primeiro passo rumo à cultura de inovação?

Por onde começar essa conversa? Cultura pode ser adquirida ou estar no DNA, como é o caso
de startups. Quando se fala em cultura de inovação, precisamos parar para pensar em
atitudes que vão levar empresa e pessoas a um alto nível de aperfeiçoamento. Você está
pronto para:

Descentralizar decisões

Acredito que esse seja um ponto preocupante para organizações tradicionais. Como ficar
tranquilo ao abrir problemas para a equipe e deixar que ela resolva? Descentralizar envolve
confiança mas, acima de tudo, competência. É claro que para a autonomia acontecer de forma
efetiva e bem-sucedida, as pessoas precisam ser preparadas para desenrolar conflitos. Não é
simplesmente jogar a batata quente no colo do gestor, mas identificar seu potencial para lidar
com pressão e problemas e para enxergar soluções viáveis com erros calculados.
Descentralizar é reduzir tempo e ter outras perspectivas.

Formar (e dar autonomia a) lideranças

Para existir a descentralização, é indispensável contar com líderes. A cultura de inovação
convida os funcionários a ter um papel ativo, a contribuir e disseminar ideias, processos e
valores da instituição. Esse espaço aberto é um terreno fértil para o surgimento de perfis de
liderança. Não dá para desperdiçar um líder! Ao identificá-lo, é hora de aproveitar sua expertise
para alimentar o ambiente inovador. Um líder sem ter o que liderar é um funcionário frustrado,
que possivelmente encontrará outro lugar para brilhar. Mais importante do que formar um
grande profissional, é retê-lo.

Comunicar de maneira ampla, constante e transparente

Foi-se o tempo da “rádio corredor”. A cultura de inovação requer informação, feedback, troca
de conhecimento. Equipes trabalham com mais foco quando estão conscientes do momento da
instituição, dos valores corporativos, de metas e possíveis ameaças. Negócios inovadores não
precisam de protocolos burocráticos para receber uma crítica ou sugestão. Os canais são
abertos e as contribuições avaliadas constantemente. A inovação não aceita monólogo. Seja
no sucesso ou na crise, ela promove o diálogo para encontrar soluções e oportunidades.

Realizar avaliação contínua?

Se mercados mudam e padrões de gestão evoluem, como ficar no mesmo modelo de negócio
para sempre? Inovar é uma constante. Ninguém inova uma vez e se mantém durante anos sem
avaliar processos e resultados. A cultura de inovação convoca a reformulação e criação.
Também exige ação, por vezes rápida e radical. De que adianta avaliar e identificar erros, sem
ter condições de corrigi-los, de traçar e executar um plano de ação?

Parece difícil e realmente é, mas vale cada investimento. Vivemos um momento em que inovar
não é uma opção, mas um item necessário para a sobrevivência dos negócios.
Gostou? Deixe aqui os seus comentários a respeito deste tema.

2 respostas
  1. Jota Netto
    Jota Netto says:

    Olá,

    Gostaria primeiramente de parabenizar pelo texto, em especial, sua abordagem leve e objetiva.
    Quanto ao desafio de promover e implantar o mindset e a cultura de inovação, gostaria de ressaltar um fator que me deparo muito aqui no estado do Pará, onde há 7 anos atuo como articulador de inovação em micro, pequenas empresas e organizações públicas e do 3° setor, me refiro à parca formação profissional de gestores e líderes.
    Percebo que, em geral, um gestor paraense é um técnico que descobriu um “filão” de mercado para atuar (dentro ou fora da sua área de formação) ou se trata de alguém que alcançou um grau elevado de conhecimento técnico em sua área e, por isso, montou um empreendimento. Em ambas as situações é possível notar um certo déficit nas competências esperadas de um gestor do século XXI. competências como visão holística, gestão de conflitos, tecnologia, inteligência emocional, dentre outras, figuram no ambiente organizacional em um certo grau de incipiência, nocivo à proposta de implantação de uma cultura de inovação.
    Diante deste cenário, tenho trabalhado por meio de workshops e projetos que sensibilizem e estimulem gestores e colaboradores a compartilhar um pouco das sugestões apresentadas no texto. É um trabalho árduo. Mas venho fazendo. Em breve divulgo alguns resultados para somar ao ecossistema. Abs.

    Responder
  2. Rui Natal
    Rui Natal says:

    Olá Maria Augusta, olá Grupo. Pois é… Inovação… I-N-O-V-A-Ç-Ã-O ! Bela palavra. Da moda ? Talvez, Mas o que observamos por parte da grande maioria de empresas e organizações é uma postura e um discurso diante de suas partes e de seu segmento de mercado, e outra postura quando olhando para dentro de suas 4 paredes. E vejo na Cultura Organizacional e no esforço ou dificuldade de sua Mudança, o verdadeiro grande obstáculo. É a tal história do discurso e postura serem uma coisa e as ações e iniciativas serem outra. Creio que aquele ditado inglês do “WALK the TALK” (não) se aplica aí neste caso. Fala-se uma coisa, discursa-se um discurso, adota-se uma pose ou postura, mas internamente a coisa é beeeeeemmmmm diferente. E isso também me faz lembrar uma bela frase de Peter Drucker: “Culture eats Strategy for Lunch”.
    Espero ter dado meus 2 cents de contribuição.
    Abraços. Rui Natal

    Responder

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