Conectividade - autor: Nopporn

O crescimento exponencial não acontece por acaso

Já falamos um bocado de organizações exponenciais aqui no blog. Não é à toa: essas empresas chegaram ao mercado para quebrar padrões e obter um crescimento exponencial sem precedentes. Internamente, podem escalar sem necessariamente aumentar suas estruturas. Externamente, relacionam-se com diversos players e também os escalam para a sobrevivência de seu próprio negócio. Apenas essas peculiaridades já significam um grande avanço para a economia atual (e uma ousada estratégia para se manter).

O fato é que estamos diante de empresas altamente disruptivas. São assim consideradas porque criaram uma nova forma de fazer negócio ou mudaram as regras vigentes. Quebraram barreiras. Mudaram a forma de pensar. Lembra como foi o processo de fotografia: passamos da visão analógica para a era digital, tiramos a foto do papel e colocamos em dispositivos móveis, compartilhando no momento que se desejar.

Quem não lembra do velho rolo de filmes com 36 poses? Está hoje no lixo ou em caixinhas de recordações. Assim aconteceu com os filmes que assistimos, com a compra da passagem aérea, com o táxi que pegamos, com a forma de pedir comida em casa. Exemplos estão proliferando dia a dia, no nosso cotidiano.

O grande ativo dos negócios inovadores é, sem dúvida, a informação que eles possuem e o acesso que dão a esses dados. Unindo isso à maneira como eles constroem ecossistemas complementares para realimentar seus modelos de negócios, temos um formato disruptivo de criar e conduzir empresas.

O mix de informação, colaboração e DNA inovador faz com que essas organizações cheguem ao crescimento exponencial, que significa crescer cerca de dez vezes mais do que seus concorrentes. Dez vezes mais faturamento, sem contar resultados ainda mais encantadores, como o número de comunidades formadas, de defensores de marca e o alcance global.

Desbravar e correr riscos para alcançar o crescimento exponencial

Comentei certa vez aqui no blog que nem tudo são flores na trajetória de empresas inovadoras. Manter-se em um ambiente ainda muito conservador com um modelo de negócio diferenciado é nadar contra a maré. Também é cutucar mercados altamente competitivos, como o exemplo da fintech brasileira Nubank, que bate de frente com instituições financeiras tradicionais. O surgimento da Nubank alvoroçou o mercado financeiro brasileiro resultando em grandes transformações digitais das instituições que lideram o mercado.

Não ter a propriedade do produto ou serviço, como em um mercado tradicional, é correr riscos. A relação entre colaboração e confiança substitui modelos fechados e controlados. O ecossistema de players, times por demanda e redes globais tomam o lugar do quadro de funcionários padrão. Ou, ainda, no controle exigido por plataformas de hospedagens, transporte e pedidos online, que reúnem milhões de membros e fornecedores. Criar uma base de confiança e autonomia para as equipes de projetos é fundamental para o negócio fluir adequadamente.

Pense na quantidade de projetos do Google e no volume de parceiros que ele precisa gerenciar em vários países. Aliás, o Google é apenas uma dos negócios da holding Alphabet. Veja a quantidade de negócios que a Alphabet reúne hoje.

crescimento exponencial

O crescimento exponencial não é resultado apenas do valor entregue ao consumidor/usuário. Com um ecossistema que escala e é escalável, o negócio precisa ser atrativo para todos continuarem dentro da organização. O modelo depende, portanto, de uma rede. Diferentemente de um sistema tradicional que atua, geralmente, com demanda e oferta em via única. Isso sim é correr riscos!
Mas como dá certo? Por diversos fatores, mas acredito que os principais são: ser uma “fonte aberta”, livrando-se dos gargalos produtivos, e ter um relacionamento baseado na empatia e colaboração com suas redes. Essas empresas trabalham com o acessível e, por isso, trocaram os sistemas lineares pelo exponencial. Trocaram o físico pela tecnologia, reduziram espaços de escritórios para globalizar digitalmente. Validam ideias com seu ecossistema, criam a partir da expertise de suas redes e entregam itens relevantes para o momento. Não temem a automação de processos e tem como aliados muitos robôs que agilizam os processos sem necessariamente demitir pessoas. Veja o que a Amazon tem feito em sua escala de entrega de produtos.

O crescimento exponencial não vem por acaso, e não acabará instantaneamente. Enquanto o consumidor tiver insatisfação, expectativa ou desejos, terá sempre uma empresa inovadora para pensar soluções. Todos os lados têm a ganhar com isso. Nós, amantes da tecnologia, que buscamos eficiência e praticidade nos serviços. Desenvolvedores, que possuem canais para distribuir seus apps e games; o mercado em geral, que tem cases de cultura de inovação e novos formatos de gestão para estudar e se inspirar.

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