Gerando valor por meio de modelos de negócios inovadores

O período de 24/9 a 8/11 de 2014 ficará registrado como a maior concentração treinamentos em modelos de negócios que eu já tive oportunidade de realizar, desde que inicie esta atividade em 2011. No período de 24/9 a 15/10 conduzi uma Maratona de workshops sobre Modelo de Negócios Canvas dentro do Programa Geração TEC – Talentos Empreendedores, do Governo do Estado de Santa Catarina – 2014, atendendo cerca de 450 empresários, em 14 cidades e rodando em 22 dias cerca de 4.800 km. O Geração TEC é um programa que cria oportunidades para jovens e adultos por meio de qualificação profissional e que pretende formar uma nova geração de profissionais e empreendedores para trabalhar com tecnologia e inovação em Santa Catarina.

2014-10-20-10.11.59Na sequencia, praticamente no dia seguinte que terminei essa jornada, iniciei juntamente com o Sebrae SC e a Duvekot Corporate uma outra maratona de capacitação em modelos de negócios desta vez para adequar modelos de negócios realizados no Brasil em vista a um processo de internacionalização. O Exporta SC é um programa de internacionalização de empresas catarinenses que tem o objetivo de preparar as micro e pequenas empresas para operar no mercado norte-americano, dando o suporte na incubação que inclui a capacitação de empreendedores, visitas técnicas, suporte administrativo, jurídico, fiscal, marketing, comercialização, operação e logística. Foram treinados 210 empresários em 5 cidades diferentes.

Além disso, tive também a oportunidade de realizar trabalhos de consultoria em Caxias do Sul – RS, Porto Alegre – RS, Cuiabá – MT, Campo Grande – MS, Florianópolis – SC e em São Paulo onde resido atualmente.

Encerrei essa maratona participando da Master Class com o próprio Alex Osterwalder em um evento promovido pela HSM em São Paulo nos dia 6 e 7/11/2014. Desde que trouxemos Alex ao Brasil pela primeira vez em novembro de 2011 no Rio de Janeiro, estivemos presentes em todos os eventos que ele ministrou aqui. Neste treinamento especificamente, além da apresentação do Canvas do Modelo de Negócio, Alex Osterwalder trouxe seu segundo livro que estava sendo lançando em português naquela data e que pode ser adquirido pela Saraiva. Segundo Alex é preciso ir além da inovação em tecnologia e dedicar parte dos recursos para projeto e desenvolvimento (P&D) à criação de novos modelos de negócios. Ele cita que tecnologia pode ser copiada, mas modelos de negócios são mais difíceis de serem imitados pela concorrência.

2014-11-06-19.29.40Um dos pontos destacados durante os dois dias de curso foi no modelo de receita do negócio. Como criar novas formas de remuneração, como ter receitas recorrentes e como fazer com que os outros trabalhem para que o seu negócio gere lucro. Citando exemplos clássicos e enfatizando aspectos que no primeiro livro não haviam sido contemplados como a experimentação e prototipagem, passando por exercícios práticos e muito relacionamento, concluímos que este assunto é impactante e nos tira da zona de conforto. Outro aspecto super importante que também foi destaque está em como eu gero valor ao meu cliente. Nesta nossa jornada, em contato com empresários de todos os tipos e tamanhos, vimos que trabalhar com o conceito de modelos de negócios nos permite integrar times, conduzir reuniões muito mais animadas e produtivas, estimular outras áreas sensoriais que normalmente ficam adormecidas no nosso dia a dia e principalmente ganhar novos amigos. Indiscutivelmente a melhor parte deste negócio.

Nossa próxima turma sobre inovação em modelos de negócios acontecerá nos dias 18 e 19/11, em São Paulo, em parceria com a ANPEI. Para informações, clique neste link. Caso tenha interesse em realizar um desses eventos in company, não hesite em nos contatar para realizarmos essa experiência conjunta dentro da sua empresa.

A principal necessidade das organizações

Hoje tive a oportunidade de conhecer uma pesquisa realizada pela Insitum, uma consultoria internacional que atua com inovação. Esta pesquisa aborda a evolução da inovação na America Latina em 2014. Interessante quando o documento cita que a principal necessidade das organizações pesquisadas “é capacitar-se internamente para a inovação, desenvolvendo processos e ferramentas de trabalho, criando a cultura de inovação focada em resultados de longo prazo para que esteja aberta a novas ideias e tenha espaço para testar se elas são promissoras ou não”. Até aqui nenhuma novidade. Mas fiquei surpresa ao verificar que a inovação em modelos de negócios atinge um patamar muito semelhante às inovações em produtos e processos. Isso realmente é novidade. Apenas alguns anos atrás, a inovação teria sido descrita como “desenvolvimento de novos e diferenciados produtos”. Mas sabemos que a inovação vai além de processos e produtos, abrangendo também o marketing, a forma de relacionar-se com pessoas, fontes de receitas e também o modelo de negócio.

2Mas modelos de negócios ainda não são conhecidos da grande maioria das organizações. No meu dia a dia observo que muitos empresários ainda não se apropriaram deste conceito que em muito pode ajuda-los a dar um salto qualitativo, ampliando suas margens de lucros, obtendo inovação e ampliando mercados. Então por que adotar modelos de negócios é estratégico para uma empresa? Modelos de negócios são projetados e executados em ambientes específicos e compreende-los auxiliará a empresa a conceber negócios mais atrativos e sólidos. Na medida em que se conhece o mercado em que se está atuando, ter o conhecimento do seu modelo de negócio torna-se um ponto importante para se autoavaliar, saber o seu processo de monetarização, ter em mente o segmento de clientes que se está atendendo. Muitas empresas não tem esse diagnóstico claro e com isso perdem oportunidade de mudanças de rumo ou da adoção de estratégias competitivas.

Sugiro adotar a análise do modelo de negócio proposto através de um framework (canvas) em apenas uma página onde os principais pontos de intersecção de uma empresa se conectam, dando possibilidade de uma análise simples. A inovação pelo Modelo de Negócio busca encontrar novos formatos de como a organização pode (re)criar formas inovadoras de captação de valor, ao longo do tempo. Por captação de valor podemos entender a combinação de diferentes atividades e aspectos, internos e externos, como o conjunto de pessoas com necessidades semelhantes (também denominado Segmento de Cliente) enxerga sua proposição de valor na solução (seja ela produto ou serviço) sendo oferecida, e estejam disponíveis e satisfeitos em pagaram pela mesma. Aliado com novas formas de como essa proposição é entregue (também denominado como Canais). Muitas vezes um produto existente pode alcançar um novo segmento através de um novo canal, tornando o modelo ainda mais rentável.

Entenda-melhor-o-que-sao-Modelos-de-Negocios-InovadoresQuais as vantagens e benefícios que isso agrega? Como vantagens, podemos, através do constante processo de pensamento e visão em modelo de negócio, utilizando a linguagem do Canvas (9 blocos que descrevem como sua empresa gera, capta eentrega valor), com uma atitude de design, ajudar a explorar novas oportunidades, identificar a real necessidade das pessoas, quais tarefas estão tentando realizar que a solução atual não os atende, através da muita colaboração, empatia e prototipagem,validando com as pessoas , continuamente. Cada bloco do seu modelo de negócio é fundamental, para que se gere negócio inovador, escalável e sustentável. Por sustentável definimos como economicamente viável, ecologicamente correto, socialmente justo e culturalmente aceito. Isto tem auxiliado muitas organizações, independente de seu tamanho, em todo mundo, inovar.

Esse método traz como benefício a vantagem de identificar erros de forma ágil visando a promover a correção de rumo e com isso buscar o sucesso por meio de novos modelos, novas hipóteses, testes rápidos com os mercados, aprendendo com os feedbacks e continuamente inovando.

2014-05-29-11.20.02Sobre este assunto, nos dias 4 a 6/9/2014, teremos a nona turma do Curso de Inovação em Modelos de Negócios, na ESPM em São Paulo. Neste curso abordaremos o ambiente da inovação; o canvas do modelo de negócio proposto por Alex Osterwalder; o design thinking na formação de times de alta performance e o desenvolvimento do cliente de Steve Blank na prototipação e teste do produto junto ao mercado.

Nos últimos três anos tivemos a oportunidade de treinar mais de 5.000 pessoas em todo o Brasil contribuindo para que muitas delas descobrissem novas perspectivas para suas vidas ou para os seus negócios. Se quiser saber mais sobre a nossa trajetória e o que dizem a nosso respeito, clique aqui. Para conhecer o programa e fazer a sua inscrição, o acesso é este. Participe conosco desta jornada de conhecimento e descobertas. Será uma alegria fazer parte da sua história.

 

 

 

 

 

SERVIÇO:

Quando: Dias 4 e 5/9/14 – quinta e sexta feira das 18h30min às 22h30min e dia 6/9/14 – sábado das 9h às 17h.

Onde: ESPM – SP – Rua Dr. Alvaro Alvim, 123 – Vila Mariana – São Paulo – SP

Inscrições e informações: Acesse aqui

Inovar é pensar diferente e gerar valor

Muitas organizações ainda têm seu foco na execução de modelos e processos existentes, onde o mercado, produtos e processos são conhecidos, focando na eficiência, extraindo o máximo dos recursos disponíveis.

As organizações podem criar a diferenciação através do que chamamos de inovações disruptivas, compreendendo a busca constante por novas oportunidades, permitindo e incentivando a formulação de ideias e construções de novos negócios. Somente novos produtos com novas tecnologias já não são mais suficientes para garantir o sucesso esperado.

2Desta forma, está no modelo de negócio sua grande oportunidade de inovação. Para se ajustar a este novos tempos é necessário, também, ter em mãos novos processos, novos olhares, novas formas de pensar, novas ferramentas para auxiliar na maximização deste novos resultados (ou minimização dos riscos), já que tudo que é novo apresenta uma grande quantidade de incertezas. Por isso o processo de inovação disruptiva é cíclico e contínuo: novos modelos, novas hipóteses, testes rápidos com os mercados, aprendendo com os feedbacks, continuamente inovando.

Através da visão do modelo de negócio, utilizando a linguagem do Canvas (9 blocos que descrevem como sua empresa gera, capta e entrega valor),  com uma atitude de design, identifica-se a real necessidade das pessoas. É colocar-se no lugar do cliente e procurar entender quais tarefas ele está tentando realizar e que a solução atual não o atende. Tudo isso por meio de muita colaboração, empatia e prototipagem, validando com as pessoas, continuamente.

Este assunto, associado aos temas como design thinking, canvas da proposta de valor, desenvolvimento do cliente, escalabilidade e rentabilidade do modelo selecionado bem como a curva de valor, ambiente externo e estratégias organizacionais serão alguns dos tópicos que abordaremos no workshop Inovação em Modelos de Negócios.  Nossa atuação é nacional e a agenda para os próximos workshops segue abaixo:

1. Fortaleza – 28 e 29/3/2014 – Em parceria com a Action Coach

2. Curitiba – 31/3 e 1/4/2014 – Em parceria com a ANPEI

3. São Paulo – dias 3 e 4/4/2014 – em Parceria com ANPEI

4. Salvador – dias 25 e 26/4/2014 – em parceria com Action Coach

5. Rio de Janeiro – dias 9 e 10/5/2014 – em parceria com Micarelli

6. São Paulo – 15 a 17/5/2014 – Em parceria com a ESPM SP

7. Brasilia – 30 e 31/5/2014 – Em parceria com Hoc Futura

8. Florianópolis – 6 e 7/6/2014 – Em parceria com Prospect

9. Interessado em outra cidade que não consta nesta lista? Registre aqui

10. Workshops in company? Sim, caso esteja interessado em realizar este evento para a sua equipe ou empresa, envie-nos um email para orofino.augusta@gmail.com que faremos uma proposta exclusiva, dentro das suas necessidades.

Eu sou a facilitadora. Meu nome é Maria Augusta Orofino e este é o link para o meu curriculum.

9Inovar não é algo natural porque nossa mente tende a seguir os padrões preestabelecidos. Mas inovar é pensar diferente e gerar valor. Uma inovação que o mercado não compra é apenas uma invenção. Dilemas diários nos levam a inovar. Pontos críticos do dia a dia nos levam a pensar em soluções diferentes que podem gerar inovações. Empreendedores em geral gostam de identificar problemas e onde existem grandes problemas, existe uma grande oportunidade de inovação. São questões como esta que tem movimentado empreendedores para criarem algo que faça sentido para as pessoas. E que colocaremos em prática nos nossos workshops. Apareça.

 

Dicas para 2014

espm

Innovation Learning Trip na California – Dia 1

Estou em São Francisco, Califórnia participando de uma missão empresarial voltada para a inovação não tecnológica. Isto é, vimos observar e aprender com quem tem inovado também em modelos de negócios, marketing e processos.

Este grupo constituído a partir de uma iniciativa da Clear Educação e Inovação para participar da primeira Innovation Learning Trip é composta por 10 empresários brasileiros. Pela equipe da Clear são mais cinco pessoas para dar o suporte e fornecer a logística necessária para que tudo funcione de acordo. Eu me incluo nesta equipe de suporte.

Chegamos a São Francisco no sábado porque ninguém é de ferro e porque gostamos de viver a cidade, com direito à city tour, visita aos principais pontos turísticos e comércio além da gastronomia local.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hoje iniciamos um curso no Center for Executive Education na Universidade de Berkeley conduzido por Henry Chesbrough e com a presença de Steve Blank, Alex Osterwalder e Brandon Barnett. Nos temas abordados podemos citar a Inovação Aberta, Modelos de Negócios, Oportunidade de novos negócios e Desenvolvimento do Cliente. A turma é composta por 50 pessoas oriundas de diferentes partes do mundo com destaque para Singapura, Korea do Sul, Japão, Estados Unidos e Brasil.

 

 

Os trabalhos foram abertos por Henry Chesbrough, o pai da inovação aberta que apresentou as seguintes premissas:

  • Boas ideias são amplamente distribuídas hoje.
  • Ninguém tem mais o monopólio do conhecimento.
  • Um bom modelo de negócio ganha e uma boa tecnologia
  • Precisamos inovar em modelos de negócios e não apenas as tecnologias, para ganhar no longo prazo
  • Nem todas as pessoas inteligentes no mundo trabalham para nós

Alex Osterwalder veio na sequencia e apresentou o canvas da proposta de valor destacando segmento de clientes x uma proposta de valor. Ele vem ampliando a importância de se definir para cada segmento de clientes uma proposta de valor específica e para tal utiliza o canvas da proposta de valor, onde do lado direito evidencia o segmento de clientes apontando as tarefas que o mesmo precisa executar, as dores caso isso não seja realizado e os ganhos, caso seja feito. No lado esquerdo, definem-se os produtos e serviços que pretendemos entregar com o modelo de negócio, que aliviarão as dores dos clientes e proverão ganhos caso sejam executadas. Osterwalder enfatizou ainda que cada modelo de negócio tem uma data para expirar. Isto é, é preciso definir em que prazo tais hipóteses serão testadas e validadas em contato com o cliente.

Brandon Bernett discutiu sobre o processo de liderança a partir da exploração de novas oportunidades de negócios considerando o contexto em que este se encontra, em quatro quadrantes: meio ambiente; economia; experiências e ecossistema. A partir do exemplo da Intel, apontou como extrair hipóteses de oportunidades e criar experiências por meio de um produto mínimo viável.

Steve Blank deu um show de apresentação. Falou com propriedade sobre o desenvolvimento do cliente abordado no seu livro 4 steps to the Epiphany.  Assim, as fases de desenvolvimento do cliente compreendem dois momentos: primeiro a iteração onde ocorre a aprendizagem e a descoberta relativa à busca de um negócio e segundo, a execução que está relacionada ao crescimento e a escala do negócio, ou seja, o crescimento do negócio em si. Abordou também a importância de se ter em mente a necessidade da prototipagem, de sair para fora do prédio e interagir com pessoas e com os clientes, buscando definir em detalhes a ponto de criar uma persona capaz de ser identificada e categorizada como um arquétipo. Além disso, ele abordou a importância dos habitats de inovação passando pelos espaços de coworking, incubadoras e aceleradoras como elementos necessários a condução de negócios inovadores.

Foi um dia com muito aprendizado com grandes oportunidades de ampliar networking e vivenciar a beleza da cidade de Berkeley, fonte de tanto conhecimento.

 

 

Nossa conversa com Alex Osterwalder

Esta semana tivemos a oportunidade de reencontrar com Alex Osterwalder, o autor do Business Model Generation durante a sua permanência no Forum HSM de Inovação. Foram 2 horas de bate papo, descontraído e informal onde foi possível apresentar o trabalho que estamos realizando em nossas consultorias e nas nossas aulas em diferentes partes do Brasil.

 

 

 

 

 

 

Um aspecto que nos chamou a atenção foi a preocupação de Alex em manter-se atualizado e sempre procurando novos desafios. Ele está bem focado em concluir seu novo livro onde apresentará a importância da proposta de valor como um diferencial de cada negócio. Além disso, a importância de se entender a anatomia da organização. Fez um comparativo com uma sala de cirurgia onde um cirurgião não pode operar apenas com um canivete suíço mas necessita de diferentes ferramentas. Assim é o canvas do modelo de negócio. Oferece uma visão global do processo e não apenas uma parte da organização. Como um clinico geral, é preciso olhar o todo e compreender as relações entre os 9 blocos. Entender o processo como uma anatomia empresarial. E ver como funciona as interações entre as mesmas.

Enfatizou também que o Canvas do Modelo de Negócio é um rascunho, um “blue print” do negócio. Serve como uma base para iniciar a prototipagem e testes de validação em contato com o cliente e que a inovação tecnológica sem um modelo de negócio que seja viável, não vale para nada.

Porque usamos ferramentas do século passado para avaliar negócios atuais? Isso é o mesmo que chegar a uma reunião de negócios e tirar um Morotola tijolão e colocar sobre a mesa. Novos tempos exigem novas formas de pensar e de agir.

O evento também nos proporcionou encontrar vários colegas e ex-alunos ávidos pela reciclagem e aprendizado. Fiquei feliz em rever tantas pessoas que ajudamos a introduzir esse conceito e que veem as suas vidas e atividades profissionais modificadas.

Sobre as novidades e o conceito de modelos de negócios realizaremos mais uma turma na ESPM em São Paulo nos dias 12 a 14 de setembro de 2013. Informações podem ser obtidas neste link. Participe.

Reinventar o modelo de negócio é forma de se diferenciar do mercado

No dia 20 de Junho de 2013 estivemos na AMCHAM em São Paulo, realizando a palestra Reinventar o modelo de negócio é forma de se diferenciar do mercado, para o Comitê de Inovação, que é formado por representantes de diversas empresas brasileiras associadas ao mesmo, com o objetivo de discutir o tema, que se torna extremamente importante na busca da evolução dos negócios.

Reproduzimos aqui em nosso blog o resumo da palestra, que teve a participação da XEROX e da Motorola Solutions.

“Num ambiente de negócios volátil e de alta concorrência, os meios tradicionais de se destacar no mercado podem não fazer mais sentido. É nesse contexto que o chamado modelo de negócios surge como uma ferramenta adequada, rumo à inovação. “Um produto ou serviço inovador talvez não seja mais um diferencial, e o modelo do negócio pode ser a alternativa para a empresa obter crescimento”, afirma Renato Nobre, sócio da BMGen Brasil e professor do Centro de Inovação e Criatividade da ESPM.

Ele esteve no comitê aberto de Inovação da Amcham – São Paulo na quinta-feira (20/06). Além dele, palestraram Ticiana Neves, diretora de canais da Xerox do Brasil, e Bruno Nowak, diretor de Estratégias da Motorola Solutions, que contaram como suas empresas se reinventaram ao mudar seus modelos de negócios.

Segundo Nobre, o “modelo de negócios” se difere do “plano de negócios”. O primeiro é a representação dos processos da empresa e de como ela oferece valor aos clientes, obtém lucro e se mantém. O segundo, por sua vez, descreve o estado atual e o futuro de uma organização, relata os objetivos e as etapas a serem cumpridas para alcançar essas metas.

“Para um ambiente de incertezas, o modelo de negócios é melhor. O outro é válido para ambientes conhecidos”, indica.

Mapeamento visual

Nobre apresentou o Modelo Canvas de Negócio, como uma forma de tornar visual o raciocínio sobre essa representação. O método, desenvolvido de forma colaborativa, propõe descrever e analisar a organização por meio de nove blocos que representam as atividades da organização (segmentos de clientes, a proposta de valor para cada segmento, canais para atingir clientes, relacionamentos com clientes que a empresa cria, fontes de receitas que a empresa gera, recursos-chave, atividades-chave necessárias para criar valor, parceiros-chave e estrutura dos custos do modelo de negócios).

Todos os blocos são montados justapostos, como num tecido canvas. “Pode-se montar num papel grande e inserir as informações de cada bloco com post-it”, sugere o professor. “Muita gente entende melhor sua proposta de valor e o próprio negócio ao montar o modelo canvas”, comenta.

A leitura, visual e textual, pode agregar várias técnicas, como insights de clientes,storytelling, pensamento visual, cenários, design thinking, análise SWOT, e outras. Uma vez definido o modelo de negócios, então é possível buscar a inovação, fazendo, inclusive, testes a partir de um conjunto de hipóteses.

“Nessa análise, que deve ser constante, é possível encontrar ativos antes não percebidos. Inovação é encontrar o job to be done [tarefa a ser feita, em tradução livre] no modelo adequado”, diz.

Reinvenções

Entre as multinacionais que se reinventaram a partir de inovações no modelo de negócios está a Xerox, que passou de produtora e vendedora de fotocopiadoras a gestora de soluções em digitalização de documentos.

A alteração foi gradual, conta Ticiana Neves, diretora de canais da companhia. “Quando os clientes passaram a se desinteressar pela compra de máquinas, porque logo saia uma mais avançada, começamos a oferecer aluguel de máquinas. Depois, passamos a fornecer mão-de-obra especializada na atividade de fotocópia”, diz.

Hoje, a empresa fornece soluções para a gestão de documentos digitalizados. Entre seus principais clientes estão bancos, que precisam documentar todos os papeis e cheques preenchidos por clientes.

Mas como a empresa ainda era muito associada a fotocópias, a Xerox adquiriu a multinacional ACS, que já era líder em help-desk outsorcing, para se posicionar estrategicamente no segmento de gestão de fluxos de documentos digitalizados. “Nosso processo de inovação do modelo de negócios foi vencendo muito em função das necessidades que encontramos no caminho”, aponta Ticiana.

Além do radinho

A mesma mudança para acompanhar as demandas dos clientes ocorreu com a Motorola, empresa que ficou famosa mundialmente por lançar, em 1930, o rádio Am e FM para carros, rádios para militares durante a Segunda Guerra e celulares na década de 70.

Com a evolução do mercado global, a empresa decidiu se tornar duas outras empresas: a Motorola Mobility, para smartphones, e a Motorola Solutions, para o segmento corporativo business to business. “Inovação e B2B sempre caracterizaram a atuação da empresa, mas como celular está se tornando commoditie, a Mobility se separou”, comenta Bruno Nowak, diretor de estratégias da Motorola Solutions.

Hoje, a Solutions desenvolve soluções para comunicação de missão crítica (critical business), diz Nowak. Transportadoras de cargas pesadas, segurança pública, concessionárias de energia elétrica e outros serviços públicos, por exemplo, estão entre seus clientes. “Tudo o que envolve comunicação de voz e dados em situações em que fração de segundos salva uma vida”, diz.

A empresa também oferece para lojas, centros de distribuição e fábricas, como sistemas de prateleiras inteligentes que informam à reposição a falta de produtos. Segundo Nowak, a empresa investe R$ 1 milhão, do faturamento anual de R$ 8 milhões, em inovação tecnológica.

Além disso, a empresa foca o conhecimento da gestão de processos dos clientes, para poder identificar demandas e ofertar serviços e produtos. “Serviços de reparação e manutenção já não são suficientes. Só gera valor ao cliente quando se resolve o problema dele”, declara.”

O artigo original pode ser acesso aqui.

A importância de um ambiente favorável à inovação

Desde que iniciamos a transição entre uma economia industrial para a economia pós-industrial temos nos deparado com a mudança da forma de trabalho. Na sociedade industrial os trabalhadores se encaixavam nas funções descritas pela área de recursos humanos, de forma clara e padronizada. Na era do conhecimento em que estamos vivendo, das pessoas é exigido não só desempenhar um papel, mas gerar resultados criativos, inovadores e surpreendentes. Nesta era não se vende mais produtos, mas se desenvolve o mercado e os clientes, que esperam cada vez mais serviços novos e melhores.

Para que possa ocorrer uma efetiva gestão do conhecimento, as organizações necessitam construir um ambiente participativo, coordenado e que propicie o compartilhar do conhecimento. Precisam ainda favorecer o aprendizado organizacional, agregar valor aos seus produtos e serviços além de contribuir para a criação do conhecimento organizacional.

Por sua vez, a criação do conhecimento organizacional não pode depender apenas de tecnologia e conhecimentos técnicos. Para que o conhecimento se desenvolva é necessário que a empresa funcione como uma comunidade social com espaço para o surgimento das habilidades específicas de orientação, comunicação e difusão. Essas habilidades são construídas ao longo do tempo e dão à organização o seu caráter específico e indicam o caminho do desenvolvimento.

 A gestão do conhecimento se vale da utilização de determinados métodos e técnicas muitas vezes desconhecidas como tal por aqueles que as adotam. As evidências demonstram que essas práticas estão sendo usadas cada vez com mais frequência  A adoção e implantação de práticas (métodos e técnicas) de gestão do conhecimento podem ser vista como uma fase crítica do movimento empresarial no que tange a integração das empresas à era do conhecimento.

Mas para gerar resultados criativos e inovadores, a forma de organização do trabalho também tem se alterado nas últimas décadas. Ambientes descontraídos, motivadores, amplos e sem controle de tempo são alguns exemplos. Diferente dos ambientes tradicionais com mesas perfiladas, ambientes criativos são caóticos, com uma certa bagunça, muita conversa, muito desenho pelas paredes e muitas ideias em post its espalhados por todos os cantos.

Outro diferencial desse habitat de inovação é que as empresas se agrupam em parcerias, pessoas e ideias se conectam constantemente, em forma de uma grande colmeia, pulam de ambiente para ambiente promovendo uma polenização humana e proporcionando um ambiente propício à inovação, passando de pessoa a pessoa, sem controle ou rigidez.

Universidades e centros de pesquisas estão intimamente ligados aos centros empresariais, provendo especialistas, empreendedores e sonhares e disponibilizando-os às empresas para realizarem pesquisa aplicada, direcionada para a solução de problemas que podem até nem serem conhecidos ao serem inventados.

O conhecimento e as maneiras como este é administrado não faz parte do pensamento comum das pessoas, entretanto inconscientemente é realizado no dia a dia. Cada indivíduo possui experiências, se relaciona com outras pessoas e dispõe de informações estratégicas. A gestão do conhecimento consiste em organizar essas informações, aplicar o conhecimento coletivo e saber quando e como utilizá-lo na forma de resolução de problemas a fim de atingir os objetivos da organização.

Proporcionar este ambiente especial para a criação do conhecimento e promover a inovação é um dos objetivos do Curso Inovação em Modelos de Negócios que realizaremos nos dias 16 a 18 de maio de 2013, em São Paulo em parceria com a ESPM. Momentos de descontração e intercâmbio de experiências estão na pauta do programa que também abordará a evolução do conceito de modelo de negócio, suas representações, características e o seu processo de desenvolvimento. Identificará o processo de desenvolvimento de um modelo de negócios, suas aplicações e possibilidades. Será também abordado o design thinking como forma de gerar novas ideias e consequentemente novos bens & serviços ou negócios e destacará a importância do serviço a ser realizado para o cliente em sintonia com a proposta de valor, gerando modelos de negócios inovadores.

Desta forma, ao final do curso os participantes estarão aptos a desenhar e elaborar modelos de negócios visando à inovação em seus negócios atuais ou na implantação de novos modelos de negócios. Para mais informações acesse nossa página cursos e workshops ou diretamente na página da ESPM.

Estratégia organizacional e modelos de negócios

O posicionamento estratégico dentro de uma organização significa desempenhar atividades diferentes dos seus concorrentes ou exercer atividades similares de outras maneiras, criando uma combinação única de valor. Ser melhor do que a sua concorrência. A estratégia orienta a empresa na alocação dos seus recursos de capital, de pessoas e de tempo para a construção de uma vantagem competitiva sustentável além de dizer o que deve e o que não deve ser feito, estabelecendo os limites de atuação de cada ator neste processo. Compete à estratégia organizacional criar modelos de negócio diferentes dos seus concorrentes, definindo o seu relacionamento com o meio ambiente. Pode-se afirmar que modelo de negócios refere-se à lógica de como uma empresa funciona e como ela criará valor para seus parceiros chaves enquanto que estratégia refere-se à escolha do modelo de negócios em que a empresa irá competir no mercado.

A era digital na atualidade favorece as organizações a trabalharem em rede e em parcerias, oferecerem uma proposição conjunta de valor, construirem multicanais em redes de distribuição, obterem receitas e lucros oriundos de diferentes fontes. Transformações organizacionais têm se beneficiado da agilidade proveniente das novas tecnologias, proporcionando o desenvolvimento de novas formas de criação de valor e de transações comerciais entre empresas que veem suas fronteiras serem expandidas e ampliadas contribuindo para a geração de modelos de negócio inovadores. Diante dessa realidade, a análise de cenários na definição de modelos de negócios torna-se uma ferramenta importante para contextualizar o ambiente em que se está atuando.

O modelo de gestão estratégica proposto por Pateli e Giaglis, no artigo Technology innovation-induced business model change: a contingency approach (2005) considera a construção de cenários uma ferramenta importante na tomada de decisão no momento de se avaliar mudanças em um modelo de negócio atual e avaliar um conjunto de cenários que reflitam em configurações alternativas para a evolução do modelo de negócio vigente em uma organização. A metodologia consiste em três fases divididas em seis etapas apresentadas na figura a seguir:

Modelo de negócio e cenários  - Fonte: Pateli e Giaglis (2005, p. 171)

Modelo de negócio e cenários - Fonte: Pateli e Giaglis (2005, p. 171)

A utilidade da metodologia proposta tem a função de um roteiro para dar suporte às mudanças na lógica de criação de valor de uma empresa, tirando proveito de uma solução de tecnologias avançadas. As empresas que frequentemente mudam e ampliam seus modelos de negócio e identificam novas formas de gerar valor aos seus clientes, obtêm e sustentam uma vantagem competitiva em ambientes ágeis.

Este modelo associado ao modelo Canvas proposto por Alex Osterwalder assegura a visão tanto interna da organização (canvas bmgen) como uma visão externa do ambiente em que o empreendimento estiver inserido. Os modelos de negócios são projetados e executados em ambientes específicos. Em função da crescente complexidade do panorama econômico tais ambientes devem ser constantemente monitorados. Compreender o ambiente em que se está inserido ajudará a adaptar o modelo de negócio com mais agilidade e antecipação.

Mais informações sobre esse assunto podem ser obtidas neste link. Se desejar conhecer as principais ferramentas de estratégias organizacionais de forma visual e gráfica, baixe o ebook aqui.