Compartilho esse artigo publicado na Você SA, de autoria de Michael Warshaw porque concordo com o que ele apresenta e por que eu vivo exatamente assim. Se existe alguma coisa que possa ser simplificada, eu o farei. Viver a vida de forma leve, é o meu lema. Boa leitura.

Basta dizer não

O dramaturgo Jules Renard escreveu: ‘O homem verdadeiramente livre é aquele que pode declinar um convite para jantar sem ter que dar uma desculpa’. Segundo essa definição, poucos homens são livres. Isso é um problema. Você não consegue levar uma vida simples se não souber dizer não. Ninguém consegue manter mais de três prioridades. Se você tem um emprego do qual gosta, essa é uma prioridade. Se você tem uma família, é outra prioridade. Há espaço apenas para mais uma. Talvez seja estar em forma, talvez ser voluntário em sua igreja – mas é só isso. A maioria das pessoas consegue entender isso intuitivamente. Mas elas continuam se comprometendo com muitas coisas e complicando suas vidas. Isso nos remete a Renard: ‘Em nossa cultura voltada às grandes conquistas, as pessoas acham que precisam de uma razão para dizer não a uma nova tarefa’. É por isso que você tem que aprender a dizer não. Comece reservando, no trabalho, um tempo para você. Considere esse tempo tão importante como qualquer outro. Então, quando alguém convidá-lo para uma reunião que não queira ir, você pode dizer ’sinto, mas já tenho um compromisso’. Fora do escritório, aprenda a ser mais honesto. Se alguém o convida a ser membro de um grupo voluntário, seja direto: ‘Não estou disponível para nenhum novo compromisso nos próximos seis meses’.
No começo é difícil. Mas, quanto mais freqüentemente você disser não, mais fácil se tornará. E, quanto mais você disser não, menos freqüentemente você será o primeiro a ser requisitado. Hoje as pessoas não me pedem nada. Descubra quais são suas prioridades e diga não para todo o resto.

Seus bens são responsáveis por 90% de seus problemas

Trinta anos atrás, a maioria das famílias tinha um rádio e uma televisão. Hoje, um número cada vez maior de famílias tem um rádio, uma televisão e um telefone em cada cômodo, além de aparelhos de fax. E a lista não pára aí. O resultado é que temos que trabalhar mais tempo para pagar por toda essa parafernália eletrônica – o que nos deixa menos tempo para usufruir tudo o que trabalhamos tanto para comprar. E objetos não custam apenas dinheiro. Também consomem tempo para instalar, consertar, manter, ouvir e assistir. E a grande ironia é que todos afirmam que justamente o que mais querem é ter mais tempo. Este é o motivo pelo qual encorajo as pessoas a, uma vez por ano, arrumarem seus armários e a se livrarem de tudo aquilo que não foi usado nos últimos 12 meses. Não me refiro a antigüidades ou a objetos de valor sentimental. Refiro-me às coisas que compramos e que não acrescentam nada às nossas vidas. Não compre por impulso. Uma técnica que usamos é a lista dos 30 dias. Quando eu e meu marido encontramos algum produto que desejamos muito comprar, incluímos na lista e esperamos. Ao final dos 30 dias, nos perguntamos: ainda precisamos disto? Na maioria das vezes nem conseguimos nos lembrar por que ficamos tão empolgados com aquele objeto. Existe uma diferença entre simplicidade e austeridade. Não quero influenciá-lo a levar uma vida austera. Mas coisas em excesso são coisas em excesso.

O que realmente interessa é o que realmente interessa

Há muitas razões para que as pessoas não estejam fazendo o que elas realmente querem. Para começar, muitos de nós não sabem o que querem. Quando eu ainda trabalhava no setor imobiliário, marquei uma entrevista com um consultor de carreira que me disse: ‘Por que você não pára de trabalhar por um ano e descobre o que realmente quer fazer?’ A sugestão me deixou extremamente confusa. Meu horário não me permitia tirar um dia de folga, um ano então, nem pensar! No entanto, aquela sugestão, por mais louca que pudesse parecer a princípio, forçou-me a questionar aspectos básicos da minha vida profissional. Na verdade, passei um ano longe do meu trabalho. E, se não tivesse feito isso, teria ficado no setor imobiliário a vida inteira.  Se você passar anos sem saber o que quer fazer em sua carreira, em sua vida familiar, com suas obrigações cívicas, vai ser difícil descobrir de uma hora para outra. Para a maioria das pessoas, é mais fácil continuar fazendo o que sabe que não quer fazer ou o que não se importam em fazer. Ao simplificar sua vida, você terá mais tempo para descobrir o que realmente é mais importante para você.