Hoje passei um dia diferente. A convite da minha mãe, fui a um almoço de família, para comemorar o aniversário de um tio meu. Aceitei, relutando comigo mesma porque a preguiça sempre fala muito alto num domingo pela manhã. Mas mesmo com vontade de cancelar, fui. Encontramos com uma tia ainda na cidade para que pudéssemos segui-la a fim de acharmos o caminho já que o encontro seria em um sítio que meu tio adquiriu há pouco tempo e que eu nunca havia estado. Seguimos via BR 101 até a pegarmos uma estradinha de chão batido, passando por comunidades rurais até chegada ao local. Visão deslumbrante da natureza, do reflexo da luz do sol nos riachos e na mata ainda molhada com o orvalho da noite. Passar por entre as árvores e ver tudo tão vivo causa uma sensação agradável e surge a vontade de morar num local como aquele.
Na chegada, a recepção de sempre. Não preciso descrever do que se trata um encontro de família. Quem tem uma sabe do que falo. Os tios e tias a cada dia mais velhos mas com as piadas de sempre. As crianças que crescem, os adolescentes que surgem, o cachorro que late. Sempre tem uma prima que vende alguma coisa, outra que está grávida e uma tia que faz tricô. Drama maior é a hora de lavar a louça. Sempre caio fora e vou brincar com a meninada. Mas sempre são momentos que nos resgata a amizade, o espírito de solidariedade e da certeza que temos com quem contar.
Hora melhor é quando eu decido voltar prá minha casa, para o meu silêncio e aconchego. Até que surja o próximo convite e tudo acontece como sempre. Valorizo esses momentos tão raros para tantas pessoas. Alegria genuína e simples, como as boas coisas da vida.


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