Quando ela tinha uns 8 anos, ela olhou fixamente para mim e disse: sabias que eu te escolhi? … E eu respondi: sabia e sempre te amei. Durante a gravidez a menina se chamaria Raquel. Na hora do parto, veio um insight e pensei comigo. Não  nasceu a Raquel, nasceu a Marina. E desde então, esta tem sido a minha melhor experiência de vida. Ser mãe da Marina. Pessoa determinada, nascida sob o signo de Áries, sempre teve um temperamento doce mas ao mesmo tempo, forte. Sempre soube o que queria e o meu papel foi de conselheira apenas. Desenvolvemos uma grande amizade e sou muito feliz por tê-la como filha, mestra, amiga e também conselheira. É muito bom escrever isso neste momento. Pela primeira vez em vinte e seis anos que estamos juntas, não passaremos o domingo, dia das mães, fisicamente juntas. Atualmente ela mora e trabalha em Porto Alegre e eu estou em Floripa, mas nosso amor transcende o espaço físico e nos conecta em algo muito maior.

No ano passado, recebi uma “chalita” vermelha, um manto,  de presente e junto um bilhete lindo que dizia o seguinte:

“Mãe,

Recebe esse manto, vermelho, que é teu de direito. Simbolo da tua força. Simbolo da tua fé. Simbolo da tua magnitude. Poder que não é divino, é feminino. É até milagroso. de mulher possível e , às vezes, impossível. Faz do teu manto uma capa protetora. Mesmo sendo capa de heroína. Usa como escudo. Como a pena do Dumbo. Faz com que te dê mais coragem, se é que existe. Que te dê mais segurança, se precisares. Que te fortaleça, se nessário. Que as pedrinhas te guiem e que o dourado das fitas engrandeça o teu brilho. Que sejas sempre luz, com ou sem manto. Mas que o manto, mesmo que pendurado, te faça lembrar quem és tu. És Maria Augusta, és rainha, és merecedora, és mãe minha. Talvez sejas mesmo divina. Benção, mainha. Te amo muito. Beijão da tua filha única que te escolheu. Marina”

Marina, filha querida, já disse hoje que te amo?

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